<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-821161470021294091</id><updated>2011-07-30T23:25:27.865-07:00</updated><title type='text'>Física no Mundo Real</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://duartepolivalente.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/821161470021294091/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://duartepolivalente.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Física no Mundo Real</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10186676120209084115</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>14</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-821161470021294091.post-2783557276561444848</id><published>2010-04-22T03:40:00.000-07:00</published><updated>2010-04-22T03:41:53.405-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h1 class="documentFirstHeading"&gt;                       &lt;span class="" id="parent-fieldname-title"&gt;             Combinação explosiva         &lt;/span&gt;              &lt;/h1&gt;          &lt;div class="documentByLine"&gt;               &lt;span&gt;       &lt;/span&gt;   &lt;p class="documentByLine"&gt;Publicado em 21/04/2010&lt;/p&gt;                  &lt;a class="permalink" title="Link to this post and its comments.  Use this for bookmarking." href="http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/combinacao-explosiva"&gt;Permalink&lt;/a&gt;               &lt;div class="keyword-info"&gt;                 Tags:                    &lt;span&gt;                     &lt;a href="http://cienciahoje.uol.com.br/search?Subject=Cosmologia" class="link-category" rel="tag"&gt;Cosmologia&lt;/a&gt;,                   &lt;/span&gt;                   &lt;span&gt;                     &lt;a href="http://cienciahoje.uol.com.br/search?Subject=Mec%C3%A2nica+qu%C3%A2ntica" class="link-category" rel="tag"&gt;Mecânica quântica&lt;/a&gt;,                   &lt;/span&gt;                   &lt;span&gt;                     &lt;a href="http://cienciahoje.uol.com.br/search?Subject=F%C3%ADsica" class="link-category" rel="tag"&gt;Física&lt;/a&gt;                   &lt;/span&gt;             &lt;/div&gt;         &lt;/div&gt;          &lt;p class="documentDescription"&gt;                      &lt;span class="" id="parent-fieldname-description"&gt; O que acontece quando juntamos a fraqueza da gravidade com a estranheza do vácuo? A resposta é um novo efeito físico descrito por dois brasileiros na ‘Physical Review Letters’. &lt;/span&gt;              &lt;/p&gt;                  &lt;div class="newsImageContainer"&gt;             &lt;a href="http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/combinacao-explosiva/image" class="lightbox" id="parent-fieldname-image"&gt;                &lt;img src="http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/combinacao-explosiva/image_preview" alt="Combinação explosiva" title="Dom Quixote e Sancho Pança retratados por Pablo Picasso (1881-1973). Assim como os paladinos imortalizados por Miguel de Cervantes (1547-1616), a gravidade e o vácuo no mundo quântico são fracos separados, mas sua combinação tem efeito surpreendente." class="newsImage" height="282" width="400" /&gt;             &lt;/a&gt;              &lt;p class="discreet"&gt;                        &lt;span class="" id="parent-fieldname-imageCaption"&gt; Dom Quixote e Sancho Pança retratados por Pablo Picasso (1881-1973). Assim como os paladinos imortalizados por Miguel de Cervantes (1547-1616), a gravidade e o vácuo no mundo quântico são fracos separados, mas sua combinação tem efeito surpreendente. &lt;/span&gt;                  &lt;/p&gt;           &lt;/div&gt;                      &lt;div id="parent-fieldname-text" class="plain"&gt;              &lt;p&gt;Terça, 20 de abril, véspera de feriado. Final da tarde. Meu programa de correio eletrônico indica nova mensagem, com arquivo PDF anexo. Leio o breve resumo. Percebo de saída ser coisa grande na área de física. Ligo imediatamente para a pessoa que me enviou a dica. Ele corrobora minha impressão inicial.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Sim, é importante. Sérá publicado na prestigiosa &lt;em&gt;Physical Review Letters&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt; &lt;div class="pullquote"&gt;O estudo brasileiro é talvez um dos melhores resultados das últimas décadas na área de gravitação&lt;/div&gt; &lt;p&gt;São dois autores. Dois brasileiros: Daniel A. T. Vanzella e William C. C. Lima, ambos do Instituto de Física de São Carlos, da Universidade de São Paulo. &lt;a class="external-link" href="http://arxiv.org/abs/1003.3421"&gt;O artigo sai depois de amanhã&lt;/a&gt;. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Vanzella e Lima perceberam as consequências (inusitadas) de se juntar a fraqueza da gravidade com a estranheza do vácuo. Na opinião de especialistas, é um dos melhores resultados dos últimos tempos na interface entre gravitação e física quântica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;h3&gt;As quatro forças da natureza&lt;/h3&gt; &lt;p&gt;Há quatro forças na natureza: forte, que mantém o núcleo atômico coeso; fraca, envolvida em certos tipos de radioatividade; eletromagnética, responsável pelo atrito e por você, leitor, não atravessar o local em que está sentado ao ler este texto; e a gravidade, que nos mantém ‘colados’ à superfície de nosso planeta ou faz os planetas girarem em torno do Sol, por exemplo.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Em nosso dia a dia, sentimos a eletromagnética e a gravidade. Esta tem papel fundamental nos fenômenos cosmológicos, na física do gigantesco, na física que envolve ou massas inimaginavelmente imensas e densas (estrelas de nêutrons, buracos negros, galáxias, aglomerados de galáxias etc.), ou velocidades próximas à da luz no vácuo (300 mil km/s). Nesse cardápio de fenômenos cósmicos e cosmológicos, a gravidade domina.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Mas no diminuto universo dos fragmentos de matéria, a gravidade tem outro papel.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A força forte e a fraca têm atuação restrita a distâncias da ordem de 10&lt;sup&gt;-15&lt;/sup&gt; m (0,000000000000001 m), ou seja, ao núcleo atômico. Nessas dimensões liliputianas, denominadas quânticas (daí, o nome física quântica), a gravidade é tida como insignificante. É 0,00000000000000000000000000000000000001 (10&lt;sup&gt;-38&lt;/sup&gt; vezes) mais fraca que a força forte. Ou seja, no domínio quântico, o da arena das entidades atômicas e subatômicas, a força gravitacional é para lá de desprezível.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Nos buracos negros, a gravidade reina absoluta. As massas desses populares objetos cósmicos são tão grandes que o puxão gravitacional que eles exercem em tudo o que está ao redor deles os transforma em sugadores insaciáveis de matéria e até mesmo de luz. Ao bancarem esses ralos cósmicos, ocorre um fenômeno em que a gravidade tem importância no mundo quântico: a criação de matéria e antimatéria nas ‘bordas’ do buraco negro, naquele limite que, se ultrapassado, leva a matéria a ser sugada, sem chance de voltar ao nosso mundo.&lt;/p&gt; &lt;div class="pullquote"&gt;Será que o papel da gravidade em dimensões quânticas é mesmo desprezível?&lt;/div&gt; &lt;p&gt;Porém, mesmo esse fenômeno, resultante da interação da gravidade com o mundo quântico, tem consequências ‘pífias’: é impossível de ser observado em situações realísticas, dada a baixa taxa com que matéria e antimatéria são criadas. Ou seja, é ator coadjuvante.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Resumo: o papel da gravidade em dimensões quânticas é desprezível.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Será?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;h3&gt;Dom Quixote e Sancho Pança&lt;/h3&gt; &lt;p&gt;Agora, nossa história começa a ficar interessante. E o enredo segue mais ou menos o surrado dito ‘a união faz a força’. No caso, a insignificância da gravidade encontra um aliado igualmente sem papel quântico importante, o vácuo. É o conto dos anti-heróis, &lt;em&gt;à la&lt;/em&gt; Dom Quixote e Sancho Pança. Separados, fracos; juntos, combinação explosiva, na definição do colega que me enviou a mensagem.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Advertência: sempre imaginamos que o vácuo é algo ‘vazio’. Bem, sinto informar que Aristóteles estava correto: a natureza abomina o vácuo. Este, no sentido clássico da palavra, não existe.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Experimento mental: saque toda a matéria de um recipiente. Mesmo assim, diz a física quântica, ficará lá um resto de energia, a chamada energia do vácuo. E, desse resíduo energético, pulularão, a todo instante, pares de matéria e antimatéria. O vácuo quântico é uma tormenta de criação e aniquilação. Está mais para fúria que para tranquilidade.&lt;/p&gt; &lt;div class="pullquote"&gt;A dupla descobriu um efeito no qual um campo gravitacional bem comportado pode amplificar a energia do vácuo&lt;/div&gt; &lt;p&gt;Vanzella e Lima descobriram um efeito no qual um campo gravitacional bem comportado, como os inumeráveis que permeiam o cosmo, pode amplificar exponencialmente aquele ‘restinho’ de energia do vácuo. Amplificada, a energia do vácuo cria seu próprio campo gravitacional – lembre-se de que matéria e energia são equivalentes, como mostra a famosa equação E = mc&lt;sup&gt;2&lt;/sup&gt;, de Einstein. Tudo se dá como se o vácuo estivesse devolvendo o favor àquele que o ajudou a se livrar de sua insignificância, a gravidade.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Como a massa de um bolo, a energia do vácuo cresce e passa a dominar a evolução do sistema em que ele está implicado. E aí, para usar linguagem do cotidiano, não tem pra ninguém!&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A gravidade amplifica o vácuo, e a energia deste cria gravidade. Juntos, eles dominam, como os dois paladinos de Cervantes.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Vanzella e seu aluno de doutorado William Lima acreditam que esse novo fenômeno – que aqui ouso batizar efeito Vanzella-Lima – pode atuar em objetos cósmicos compactos, como estrelas de nêutrons, ou estruturas gigantescas, como aglomerados de galáxias.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Pausa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;h3&gt;Uma única pergunta&lt;/h3&gt; &lt;p&gt;É feriado. E o bom jornalismo diz que eu deveria passar a mão no telefone e ligar para Vanzella. Mas imagino que ele deva estar exercendo o merecido sono dos justos...&lt;/p&gt; &lt;p&gt;“Alô, Vanzella, aqui é o Cássio, da &lt;em&gt;Ciência Hoje&lt;/em&gt;...” (certo, parte do salário dos jornalistas é para incomodar gente nos feriados e depois das 22h em seus lares).&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Digo que farei apenas uma pergunta: “Como um campo gravitacional bem comportado pode amplificar, de modo tão intenso, a energia do vácuo?”&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Pergunta errada (para uma entrevista curta).&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Vanzella me diz que a resposta vale um prêmio. E acrescenta que ele e Lima chegaram a essa conclusão depois de olhar os cálculos, analisar as equações.&lt;/p&gt; &lt;div class="pullquote"&gt;Como o fenômeno ocorre ainda é um mistério&lt;/div&gt; &lt;p&gt;Portanto, como o fenômeno ocorre ainda é um mistério. Mas isso não significa que eles ainda não tenham uma hipótese para explicar a descoberta – leia mais sobre isso em breve neste blogue.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A conversa ganha corpo. Vanzella me diz que a energia do vácuo cresce tão rapidamente que, em questão de milissegundos, caso tomemos como exemplo uma estrela de nêutrons, ela já é maior que a do campo gravitacional (inicial) daquele objeto.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Por que milissegundos?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Essa escala de tempo tem a ver com o tempo que a luz levaria para atravessar o próprio sistema. Como uma estrela de nêutrons é muito compacta (tem diâmetro, se me lembro bem, na casa de poucos quilômetros), o tempo de travessia – e, consequentemente, de dominância do vácuo – é irrisório.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Minha curiosidade: “E depois de a energia do vácuo dominar o sistema, o que acontece com este último?”.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Vanzella diz que esse é o tópico do próximo artigo sobre as consequências do efeito Vanzella-Lima. O fato é que a energia do vácuo, em função do novo efeito, dobraria a cada 10&lt;sup&gt;-5&lt;/sup&gt; segundo em uma estrela de nêutrons. E não pararia de crescer.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Mas e o destino da estrela?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Vanzella arrisca dois cenários: i) o sistema explode e retoma a estabilidade (a energia do vácuo voltaria à sua insignificância); ii) a energia cresce, cresce, cresce... e a estrela se torna um buraco negro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;h3&gt;Em tempo&lt;/h3&gt; &lt;p&gt;Vanzella já escreveu para a &lt;em&gt;Ciência Hoje&lt;/em&gt; artigo em coautoria com Geroge Matsas, do Instituto de Física Teórica da Universidade Estadual Paulista, sobre buracos negros. Quanto ao jovem Lima, começa a carreira emplacando um &lt;em&gt;Physical Review Letters&lt;/em&gt; de peso. E, se a ousadia desta coluna vingar, dando nome a um novo efeito.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Estou curioso com os desdobramentos dessa história. Prometo segui-la.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Bom feriado a todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cássio Leite Vieira&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ciência Hoje / RJ&lt;/p&gt;          &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/821161470021294091-2783557276561444848?l=duartepolivalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://duartepolivalente.blogspot.com/feeds/2783557276561444848/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://duartepolivalente.blogspot.com/2010/04/combinacao-explosiva-publicado-em.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/821161470021294091/posts/default/2783557276561444848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' 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Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/821161470021294091/posts/default/6603838456051916082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/821161470021294091/posts/default/6603838456051916082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://duartepolivalente.blogspot.com/2010/03/blog-post_539.html' title=''/><author><name>Física no Mundo Real</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10186676120209084115</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-821161470021294091.post-8348600918710346429</id><published>2010-03-18T06:20:00.001-07:00</published><updated>2010-03-18T06:20:57.143-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param 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Real</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10186676120209084115</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-821161470021294091.post-835563609457852059</id><published>2010-03-18T06:17:00.000-07:00</published><updated>2010-03-18T06:18:47.233-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/BVE075uS82c&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/BVE075uS82c&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" 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Real</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10186676120209084115</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-821161470021294091.post-3422830105278641454</id><published>2010-03-18T06:13:00.000-07:00</published><updated>2010-03-18T06:15:05.696-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>http://www.youtube.com/watch?v=G0oImVekJzg&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/821161470021294091-3422830105278641454?l=duartepolivalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://duartepolivalente.blogspot.com/feeds/3422830105278641454/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' 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type='text'></title><content type='html'>&lt;h1 class="documentFirstHeading"&gt;                       &lt;span class="" id="parent-fieldname-title"&gt;             À procura do passado perdido         &lt;/span&gt;              &lt;/h1&gt;          &lt;p class="documentDescription"&gt;                      &lt;span class="" id="parent-fieldname-description"&gt; Em sua coluna de março, o geneticista Sergio Pena recorre ao conceito de entropia e à Segunda Lei da Termodinâmica para refletir sobre o alcance da genética para reconstituir o passado evolutivo humano. &lt;/span&gt;              &lt;/p&gt;                  &lt;p&gt; Por: &lt;span&gt;Sergio Danilo Pena&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;                                &lt;p style="font-size: 11px;"&gt;           &lt;span&gt;             Publicado em 12/03/2010           &lt;/span&gt;            &lt;span&gt;|            Atualizado em &lt;span&gt; 12/03/2010&lt;/span&gt;          &lt;/span&gt;         &lt;/p&gt;                      &lt;div class="newsImageContainer"&gt;             &lt;a href="http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/deriva-genetica/a-procura-do-passado-perdido/image" class="lightbox" id="parent-fieldname-image"&gt;                &lt;img src="http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/deriva-genetica/a-procura-do-passado-perdido/image_preview" alt="À procura do passado perdido" title="A Segunda Lei da Termodinâmica dá direção à 'seta do tempo'. Por causa dela, é impossível 'desfritar' um ovo (foto: David Benbennick)." class="newsImage" height="306" width="400" /&gt;             &lt;/a&gt;              &lt;p class="discreet"&gt;                        &lt;span class="" id="parent-fieldname-imageCaption"&gt; A Segunda Lei da Termodinâmica dá direção à 'seta do tempo'. Por causa dela, é impossível 'desfritar' um ovo (foto: David Benbennick). &lt;/span&gt;                  &lt;/p&gt;           &lt;/div&gt;                     &lt;div id="parent-fieldname-text" class="plain"&gt;              &lt;p&gt;Em sua famosa conferência de 1959, &lt;a title="Parasitas, evolução e sexo" class="internal-link" href="http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/deriva-genetica/parasitas-evolucao-e-sexo"&gt;“As duas culturas”&lt;/a&gt;, o físico e novelista inglês C. P. Snow (1905-1980) relatou o seguinte:&lt;/p&gt; &lt;blockquote&gt; &lt;p&gt;“Muitas vezes eu já estive presente em reuniões de pessoas que, pelos padrões tradicionais da cultura, são consideradas educadas e que expressam com deleite sua incredulidade com relação à falta de erudição literária dos cientistas. Uma ou duas vezes eu me senti provocado e perguntei quantos deles podiam me descrever a Segunda Lei da Termodinâmica, a lei da entropia. A resposta era sempre fria e negativa. Entretanto, eu estava perguntando algo que seria equivalente a: ’Você já leu Shakesperare?’”&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt; &lt;p&gt;Que raios vem a ser essa tal de “Segunda Lei da Termodinâmica” que C.P. Snow achava tão importante e que vamos abordar nesta coluna? É bastante simples na versão ‘sergiana’, muito mais informal que a dos livros-texto .  A Primeira Lei da Termodinâmica diz que, em um sistema fechado, a &lt;em&gt;quantidade &lt;/em&gt;de energia se conserva. A Segunda Lei da Termodinâmica diz que, em um sistema fechado, a &lt;em&gt;qualidade &lt;/em&gt;da energia decai. Sistema fechado, naturalmente, é aquele em que energia não entra nem sai; a qualidade da energia se refere à sua capacidade de realizar trabalho.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Se a qualidade da energia diminui, algo tem de aumentar. Esse ’algo‘recebeu o nome de &lt;a title="O caos e a ordem" class="internal-link" href="http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/fisica-sem-misterio/o-caos-e-a-ordem"&gt;&lt;em&gt;entropia&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, uma das entidades mais misteriosas e controversas da física.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A importância da Segunda Lei da Termodinâmica vem da sua natureza primordial e  fundamental, pois é ela que faz o tempo fluir como um rio, irreversivelmente!&lt;/p&gt; &lt;div class="pullquote"&gt;Sem a Segunda Lei da Termodinâmica, ovos se desfritariam e cacos de vidro se reuniriam para fazer copos&lt;/div&gt; &lt;p&gt;Sem ela, tudo seria reversível. Ovos se desfritariam e cacos de vidro se reuniriam para fazer copos. Nossos quartos e salas, em vez de terem temperaturas uniformes, seriam um mosaico de porções quentes e frias.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;É a Segunda Lei da Termodinâmica que prevê a lenta morte energética de sistemas fechados, como famosamente colocado pelo grande poeta americano T. S. Eliot (1888-1965) no verso final do seu poema &lt;a class="external-link" href="http://www.culturapara.art.br/opoema/tseliot/tseliot.htm"&gt;“Os homens ocos”&lt;/a&gt;: “Assim expira o mundo, Não com uma explosão, mas com um suspiro.” No estágio final, quando o sistema atinge o equilíbrio termodinâmico, ele está ‘morto’.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Alguém poderia perguntar: mas como os seres vivos fazem para manter sua estrutura e funcionamento ao longo dos anos? Como eles conseguem resistir à ditadura da Segunda Lei da Termodinâmica?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Vale lembrar que os seres vivos não são sistemas fechados – com a ingestão dos alimentos, eles recebem um influxo de energia transformada a partir da luz solar. Assim conseguimos impedir por algum tempo que caminhemos rumo ao equilíbrio, que é a morte. Mas o decaimento é inevitável, pois os próprios processos do metabolismo são escravos da Segunda Lei e ineficientes – assim todo sistema vivo se degrada, envelhece e finalmente morre. &lt;/p&gt; &lt;dl class="image-inline captioned image-inline"&gt;&lt;dt&gt;&lt;a rel="lightbox" href="http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/deriva-genetica/imagens/persistenciadamemoria.jpg"&gt;&lt;img src="http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/deriva-genetica/imagens/persistenciadamemoria.jpg/image_preview" alt="Persistência da memória" title="Persistência da memória" height="286" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/dt&gt;&lt;dd class="image-caption" style="width: 400px;"&gt;O famoso quadro ‘Persistência da memória’, de Salvador Dalí (1904-1989), da coleção do Museu de Arte Moderna de Nova York. Embora não seja possível atribuir intenções ao “método crítico-paranoico” de Dalí, o quadro ilustra vários dos temas discutidos na coluna de hoje, especialmente os relógios “moles” e as formigas, dentro da estrutura de um relógio “duro”. À medida que uma pessoa avança no tempo, a Segunda Lei da Termodinâmica prediz que a entropia de um sistema isolado irá crescer. Assim, é a entropia que dá direção à ’seta do tempo’ e seu aumento age como um tipo de relógio. Sistemas vivos (por exemplo, as formigas) são capazes de reduzir a entropia localmente, graças a um influxo de energia (alimento), desde que a entropia total do sistema aumente progressivamente.&lt;/dd&gt;&lt;/dl&gt;  &lt;h3&gt;Entropia e informação&lt;/h3&gt; &lt;p&gt;Da mesma forma como a capacidade de fazer trabalho de um sistema fechado decai progressivamente, a quantidade de informação de uma mensagem também diminui. Há sempre algum ruído nas linhas de comunicação, degradando a qualidade da mensagem transmitida. Além disso, há sempre a possibilidade de erro de compreensão daquele que recebeu a mensagem e que pode passá-la adiante de forma incorreta ou truncada.&lt;/p&gt; &lt;div class="pullquote"&gt;É impossível então recapturar o passado, já que a informação do que aconteceu se dissipa com o tempo?&lt;/div&gt; &lt;p&gt;A homologia entre energia e informação é óbvia – de fato, o físico francês Léon Brillouin (1889-1969) cunhou o termo &lt;em&gt;negentropia&lt;/em&gt; (entropia negativa) para denominar informação. Assim, podemos redescrever a Segunda Lei da Termodinâmica em termos informacionais e dizer que, “em um sistema fechado, a informação se degrada”.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Isso significa, então, que é impossível recapturar o passado, já que a informação do que aconteceu vai se dissipando com o tempo? Creio que sim – esse é um problema seriíssimo... &lt;/p&gt; &lt;dl class="image-inline captioned image-inline"&gt;&lt;dt&gt;&lt;a rel="lightbox" href="http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/deriva-genetica/imagens/arcadia.jpg"&gt;&lt;img src="http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/deriva-genetica/imagens/arcadia.jpg/image_preview" alt="Arcádia" title="Arcádia" height="272" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/dt&gt;&lt;dd class="image-caption" style="width: 400px;"&gt;Cartaz da peça ‘Arcádia’, de Tom Stoppard, encenada em Nova York pela Phare Play Productions.&lt;/dd&gt;&lt;/dl&gt;  &lt;p&gt;Tom Stoppard (1937-), o brilhante dramaturgo inglês (meu favorito dentre os atuais), lidou exatamente com isso em sua maravilhosa e premiada peça teatral &lt;em&gt;Arcádia&lt;/em&gt;, de 1993. Foi uma experiência inesquecível ver a peça, com a direção de Trevor Nunn, no Lincoln Center Theater de Nova Iorque em 1995. O enredo se passa em uma mansão rural inglesa em dois planos temporais.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O primeiro é 1812, quando uma adolescente genial, Thomasina, tem contato com as ideias recém publicadas por Sadi Carnot (1796-1832) sobre termodinâmica e deduz ela mesmo, com ajuda de seu tutor, Septimus, amigo de Lord Byron, aspectos da Segunda Lei da Termodinâmica. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;O segundo plano temporal é 1993, quando dois historiadores ingleses, trabalhando &lt;em&gt;in loco&lt;/em&gt; na mesma mansão, tentam reconstruir os eventos que se passaram naquela propriedade 181 anos antes. É hilariante ver como um dos historiadores, Bernard, de maneira totalmente metódica, lógica e racional, desenvolve uma teoria convincente de que ali ocorreu um duelo envolvendo Lord Byron, quando testemunhamos no outro plano temporal da peça fatos completamente diferentes – foi Septimus quem participou do duelo.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Por que tudo isso me preocupa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;h3&gt;Genética evolucionária humana&lt;/h3&gt; &lt;p&gt;Uma de minhas linhas de pesquisa, a genética evolucionária humana, tem uma importante vertente histórica. Basicamente, eu e muitos outros cientistas queremos entender o processo migratório pelo qual a humanidade saiu da África mãe e se dispersou até ocupar todos os rincões da Terra. Em especial, queremos entender como as Américas foram povoadas e como se formou, muito mais tarde, a população brasileira de hoje.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Para atingir estes ambiciosos objetivos, nossa estratégia é usar como ponto de partida a caracterização da atual diversidade genética no Brasil e em outras regiões do globo. Pode-se dizer que a nossa pesquisa é uma viagem ao passado, usando o DNA como máquina do tempo. Recorremos também à genética arqueológica, ou seja, a caracterização molecular de restos mortais de humanos que viveram no passado.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Nosso grupo de pesquisa foi o primeiro a caracterizar, na década de 1990, a existência de um mesmo haplótipo de cromossomo Y em populações ameríndias de todas as três Américas, desde a Patagônia até a América do Norte. Demonstramos, assim, a existência de um forte efeito fundador em ameríndios e inferimos a ocorrência de uma única onda migratória principal no povoamento das Américas.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Posteriormente, Fabrício Santos, meu ex-aluno e atual professor na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), demonstrou que um precursor imediato do Y característico que havíamos detectado nos nativos americanos era abundante na Sibéria Central, que então foi identificada como o berço dos ameríndios. &lt;a class="external-link" href="http://laboratoriogene.info/Ciencia_Hoje/Origem.pdf"&gt;Essa história&lt;/a&gt; é lógica, racional e bem fundamentada, mas como podemos ter certeza de que não estamos incorrendo em um erro de inferência como o de Bernard na peça Arcádia?&lt;/p&gt; &lt;div class="pullquote"&gt;Quanta certeza podemos ter sobre os cenários que construímos do passado evolucionário humano?&lt;/div&gt; &lt;p&gt;Quanta certeza podemos ter sobre os cenários que construímos do passado evolucionário humano? De acordo com o influente &lt;a title="Darwin e Popper: enganos, retratação, reconciliação" class="internal-link" href="http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/deriva-genetica/darwin-e-popper-enganos-retratacao-reconciliacao"&gt;filósofo austríaco Karl Popper&lt;/a&gt; (1902-1994), o teste ácido de uma hipótese científica é a sua ’falsificabilidade’. Nossos modelos de genética evolucionária são falsificáveis? Alguns talvez o sejam; muitos não são e nunca serão. A Segunda Lei da Termodinâmica é nossa carrasca – ela estabelece em termos teóricos absolutos que é impossível fazer uma reconstrução precisa do passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;h3&gt;Os idos de março&lt;/h3&gt; &lt;p&gt;Esta coluna será publicada em 12 de março, três dias antes do dia 15, que os romanos chamavam de “idos de março” (no antigo calendário romano, &lt;em&gt;idos &lt;/em&gt;designava o dia 15 nos meses de março, maio, julho e outubro e o dia 13 nos demais meses). Foi esse o dia em que Júlio César foi assassinado, 2.054 anos atrás, por senadores liderados por seu filho adotivo Bruto. &lt;/p&gt; &lt;dl class="image-inline captioned image-inline"&gt;&lt;dt&gt;&lt;a rel="lightbox" href="http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/deriva-genetica/imagens/fimdejuliocesar.jpg"&gt;&lt;img src="http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/deriva-genetica/imagens/fimdejuliocesar.jpg/image_preview" alt="O fim de Júlio César" title="O fim de Júlio César" height="400" width="327" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/dt&gt;&lt;dd class="image-caption" style="width: 327px;"&gt;O fim de Júlio César – desenho de John Leech, publicado no livro ‘A história cômica de Roma’, de 1850 (imagem: Wikimedia Commons).&lt;/dd&gt;&lt;/dl&gt;  &lt;p&gt;O que sabemos do que se passou naquele dia fatídico se baseia nos escritos de Plutarco (que viveu muito depois, de 46 a 120 da nossa era), Suetônio (mais tarde ainda, 69/75-130) e Shakespeare (quase 1500 anos depois: 1564-1616). O que realmente aconteceu naquele dia? Era Júlio César um herói de Roma ou um ditador, como achava Bruto? Quem foi o vilão dessa história?  Nunca saberemos com certeza. A Segunda Lei da Termodinâmica é implacável: o passado está entropicamente perdido...&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Imagino que esta coluna possa incomodar um pouco os físicos, que a julgarão demasiadamente informal, e os historiadores, que poderão discordar do meu ceticismo científico. Comentários de ambos segmentos e de todos os outros leitores serão, como sempre, bem-vindos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sergio Danilo Pena&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Departamento de Bioquímica e Imunologia&lt;br /&gt;Universidade Federal de Minas Gerais&lt;/p&gt;          &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/821161470021294091-385803289937582668?l=duartepolivalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://duartepolivalente.blogspot.com/feeds/385803289937582668/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://duartepolivalente.blogspot.com/2010/03/procura-do-passado-perdido-em-sua.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/821161470021294091/posts/default/385803289937582668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/821161470021294091/posts/default/385803289937582668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://duartepolivalente.blogspot.com/2010/03/procura-do-passado-perdido-em-sua.html' title=''/><author><name>Física no Mundo Real</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10186676120209084115</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-821161470021294091.post-7171185376883070970</id><published>2009-09-16T13:50:00.000-07:00</published><updated>2009-09-16T13:51:09.461-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>No fluxo (lento) das mensagens virais Modelo matemático revela que informações na internet se espalham mais devagar que o esperado&lt;br /&gt;Pesquisadores espanhóis desenvolveram um método capaz de prever o alcance e a velocidade com que as mensagens vão se espalhar na internet (foto: sxc.hu).Quem nunca recebeu por e-mail uma corrente de “passe para frente”, uma promoção um tanto suspeita ou aquele vídeo-sensação da semana? A disseminação de informações na internet é um fenômeno atual que merece atenção e, por isso mesmo, pesquisadores espanhóis da Universidade de São Carlos, em Madrid (Espanha), voltaram os olhos para a verdadeira epidemia que alguns desses conteúdos provocam na rede. Por meio de cálculos matemáticos, eles desenvolveram um método capaz de prever o alcance e a velocidade com que as mensagens vão se espalhar na web. O resultado foi inesperado: a informação transmitida por e-mail caminha a passos lentos. Segundo os pesquisadores, as informações na internet são como vírus – infectam usuários e possuem até mesmo tempo de encubação. No entanto, as tradicionais equações usadas para prever epidemias não funcionam na análise da rede: elas não levam em conta a heterogeneidade da ação humana. “Enquanto algumas pessoas repassam um e-mail logo depois de recebê-lo, outras podem levar dias ou até mesmo apagá-lo de cara”, explica &lt;a href="http://markov.uc3m.es/" target="_blank"&gt;Esteban Moro, &lt;/a&gt;um dos matemáticos responsáveis pela pesquisa. O estudo revelou que a maioria de nós demora em média um dia para repassar ou responder a um e-mail, mas 20% dos usuários da rede levam mais de uma semana para isso. Infectados por links que vão de vídeos de sucesso a campanhas de marketing viral, internautas de todo o planeta dão sequência à corrente de mensagens com velocidades diferentes. Essa variação no tempo de reposta de um e-mail é o que vai determinar o alcance que a mensagem vai ter. Enquanto alguns e-mails se espalham pela rede em minutos, outros podem circular durante anos. Os pesquisadores deram o exemplo de um anúncio que por 11 anos se alastrou pela rede. Na verdade, trata-se de uma &lt;a href="http://www.nytimes.com/2001/06/25/technology/25HOAX.html" target="_blank"&gt;promoção &lt;/a&gt;que nunca existiu. O e-mail incentivava o usuário a encaminhar a mensagem para 10 pessoas, com cópia para a empresa de bebidas Veuve Clicquot. O falso prêmio para quem cumprisse a missão: garrafas de champanhe. Os pesquisadores explicam que, em casos como esse, a mensagem não atingiu o chamado tipping point (ponto de ebulição, em inglês), a partir do qual a informação passa a ser disseminada rapidamente. Uma mensagem não atinge esse ponto quando a sua disseminação é controlada por pessoas “menos ativas”, que demoram a repassar e-mails. Já se o grupo que dissemina uma determinada mensagem é “ativo”, ela vai se espalhar em instantes. “Acima do tipping point, a mensagem não só chega a uma grande parcela da população, como também chega em questão de minutos”, diz Moro. “Não porque a mensagem seja importante, mas porque pessoas ativas estão controlando a difusão de informação.” Rastreamento de e-mails Para desenvolver seus modelos matemáticos, os pesquisadores iniciaram uma campanha com a empresa IBM. O objetivo era agregar contatos de e-mail para o boletim de notícias da empresa. Uma das ações virais foi criar uma página onde o internauta poderia se inscrever no boletim e concorrer a um laptop caso indicasse e-mails de amigos.&lt;br /&gt;Gráfico que ilustra como uma informação se propaga na rede em oito dias. Os círculos representam os internautas e as setas, a disseminação da mensagem (imagem: Esteban Moro e José Luis Iribarren).Os pesquisadores rastrearam as mensagens da campanha e constataram que em dois meses a notícia chegou a 11 países da Europa e atingiu mais de 30 mil pessoas. “Com essa experiência somos capazes de predizer, com uma margem mínima de erro, a quantas pessoas a informação chegará e em quanto tempo”, conta Moro. Apesar de ter atingido um grande número de pessoas, a campanha da IBM não alcançou o tipping point, o que quer dizer que foi controlada por pessoas menos ativas e se disseminou lentamente. Segundo Moro, isso acontece com 90% dos conteúdos da rede que são repassados por e-mail, como campanhas de marketing viral, rumores e trotes de internet. “Coletivamente, a maior parte da informação se move mais lentamente do que o esperado.” No entanto, o resultado da campanha foi positivo: 75% das pessoas aderiram ao boletim por meio das indicações de amigos. “Isso significa que a campanha foi muito exitosa, já que a maioria das pessoas recebeu a mensagem da campanha sem nenhum custo para a IBM”, diz Moro. O pesquisador acredita que sua pesquisa terá profundas consequências para as campanhas de marketing viral. “Do ponto de vista de uma empresa de marketing, o modelo é muito interessante, pois permite a ela avaliar o custo da campanha e o retorno do investimento”, explica Moro. Apesar de o modelo ter sido inicialmente aplicado às informações difundidas por e-mail, os pesquisadores afirmam que ele pode ser usado para medir a disseminação de informações nas páginas virtuais de relacionamento, redes sociais, blogues e outros meios de comunicação on-line. “As previsões do nosso modelo são gerais e valem para qualquer tipo de informação transmitida por humanos”, explica Moro, que agora planeja estudar a propagação de links no serviço de microblogue Twitter.  Sofia Moutinho Ciência Hoje On-line 10/09/2009&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/821161470021294091-7171185376883070970?l=duartepolivalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://duartepolivalente.blogspot.com/feeds/7171185376883070970/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://duartepolivalente.blogspot.com/2009/09/no-fluxo-lento-das-mensagens-virais.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/821161470021294091/posts/default/7171185376883070970'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/821161470021294091/posts/default/7171185376883070970'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://duartepolivalente.blogspot.com/2009/09/no-fluxo-lento-das-mensagens-virais.html' title=''/><author><name>Física no Mundo Real</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10186676120209084115</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-821161470021294091.post-2993463197805743493</id><published>2009-04-01T13:11:00.000-07:00</published><updated>2009-04-01T13:12:22.819-07:00</updated><title type='text'>ESPECIAIS - A CULTURA DO AUTOMOVEL</title><content type='html'>Individualismo e caos no trânsito&lt;br /&gt;Motoristas brasileiros carecem de noções de civilidade e de espaço público, diz estudo&lt;br /&gt;O trânsito caótico da cidade de São Paulo foi escolhido como palco de um estudo sobre o comportamento dos condutores, envolvendo a percepção que têm de espaço público. Fosse um teste, estaria reprovada a maioria dos entrevistados, que assume uma postura individualista na qual o interesse pessoal está acima da lei e, portanto, do bem-estar coletivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não há noção de espaço público e de civilidade na orientação da conduta dos usuários de trânsito em São Paulo", afirma a socióloga Alessandra Olivato, responsável pela pesquisa, base de sua dissertação de mestrado defendida em 2002, na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP).&lt;br /&gt;Foram feitas entrevistas de cerca de uma hora com 54 pessoas, abordadas nas ruas de São Paulo, pertencentes às seguintes categorias: pedestres, motoboys, motoristas de carro, ônibus, táxi e lotação. Cada um falou livremente da percepção que tem de si mesmo e dos outros no trânsito, como entende as leis e autoridades, o espaço público e a civilidade.&lt;br /&gt;A partir dos resultados, Olivato observou que há uma 'lógica privada' que rege a conduta dos agentes do trânsito. "Nessa lógica a tentativa de cumprir a lei, por exemplo, não está relacionada ao bem comum, mas a princípios religiosos, ao caráter ou à boa educação familiar", diz. A maioria dos entrevistados admite cometer infrações, via de regra justificadas por motivos pessoais, que são sentidos como prioritários à lei. Boa parte refere-se às leis como meramente punitivas, considerando as autoridades de trânsito rigorosas e injustas, e relaciona os pedestres, assim como os demais motoristas, a 'obstáculos' do trânsito.&lt;br /&gt;A pesquisadora associa a má conduta dos motoristas a uma tendência à privatização do espaço público, predominante nas duas últimas décadas, seguida da desvalorização do mesmo. "Hoje o espaço público é sentido como um lugar desagradável, devido a fatores como violência e poluição de todos os tipos", diz Olivato, que lembra que o espaço público é o 'lugar do cidadão'.&lt;br /&gt;A tendência é agravada por fatores históricos que imprimiram um sentido negativo à cidadania brasileira. "Não há orgulho em dizer 'sou cidadão' no Brasil. Sentimos ter deveres mas não direitos", diz, acrescentando que em um país onde as pessoas não se sentem cidadãs, a individualidade acaba prevalecendo. "Isso afeta a nossa conduta no trânsito, tornando-a hostil e agressiva", afirma a socióloga.&lt;br /&gt;O estudo também relaciona tal comportamento à má formação dos condutores e destaca o Novo Código de Trânsito, em vigor desde 1998, como um importante instrumento de possível mudança na conduta dos motoristas. Com ele, algumas auto-escolas substituíram a formação tradicionalmente técnica dos condutores por cursos que incluem noções de civilidade e direção defensiva -- em que o condutor deve prever os eventos no trânsito --, além de palestras e noções de primeiros socorros essenciais à boa convivência nesse espaço público. Mas os resultados ainda são muito incipientes.&lt;br /&gt;Enquanto os motoristas e pedestres não desenvolvem uma educação cívica no trânsito, baseada no sentimento de co-responsabilidade pelo bem coletivo, a punição prevista nas leis ainda contribui para coibir as infrações e defender uns dos outros no caos urbano.&lt;br /&gt;Ciência Hoje 192, abril 2003&lt;br /&gt;Maria Ganem,&lt;br /&gt;Ciência Hoje/RJ&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/821161470021294091-2993463197805743493?l=duartepolivalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://duartepolivalente.blogspot.com/feeds/2993463197805743493/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://duartepolivalente.blogspot.com/2009/04/especiais-cultura-do-automovel.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/821161470021294091/posts/default/2993463197805743493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/821161470021294091/posts/default/2993463197805743493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://duartepolivalente.blogspot.com/2009/04/especiais-cultura-do-automovel.html' title='ESPECIAIS - A CULTURA DO AUTOMOVEL'/><author><name>Física no Mundo Real</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10186676120209084115</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-821161470021294091.post-2206124924285253357</id><published>2009-04-01T12:55:00.000-07:00</published><updated>2009-04-01T13:09:55.065-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Individualismo e caos no trânsito &lt;br /&gt;Motoristas brasileiros carecem de noções de civilidade e de espaço público, diz estudo &lt;br /&gt;O trânsito caótico da cidade de São Paulo foi escolhido como palco de um estudo sobre o comportamento dos condutores, envolvendo a percepção que têm de espaço público. Fosse um teste, estaria reprovada a maioria dos entrevistados, que assume uma postura individualista na qual o interesse pessoal está acima da lei e, portanto, do bem-estar coletivo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não há noção de espaço público e de civilidade na orientação da conduta dos usuários de trânsito em São Paulo", afirma a socióloga Alessandra Olivato, responsável pela pesquisa, base de sua dissertação de mestrado defendida em 2002, na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP). &lt;br /&gt;Foram feitas entrevistas de cerca de uma hora com 54 pessoas, abordadas nas ruas de São Paulo, pertencentes às seguintes categorias: pedestres, motoboys, motoristas de carro, ônibus, táxi e lotação. Cada um falou livremente da percepção que tem de si mesmo e dos outros no trânsito, como entende as leis e autoridades, o espaço público e a civilidade. &lt;br /&gt;A partir dos resultados, Olivato observou que há uma 'lógica privada' que rege a conduta dos agentes do trânsito. "Nessa lógica a tentativa de cumprir a lei, por exemplo, não está relacionada ao bem comum, mas a princípios religiosos, ao caráter ou à boa educação familiar", diz. A maioria dos entrevistados admite cometer infrações, via de regra justificadas por motivos pessoais, que são sentidos como prioritários à lei. Boa parte refere-se às leis como meramente punitivas, considerando as autoridades de trânsito rigorosas e injustas, e relaciona os pedestres, assim como os demais motoristas, a 'obstáculos' do trânsito. &lt;br /&gt;A pesquisadora associa a má conduta dos motoristas a uma tendência à privatização do espaço público, predominante nas duas últimas décadas, seguida da desvalorização do mesmo. "Hoje o espaço público é sentido como um lugar desagradável, devido a fatores como violência e poluição de todos os tipos", diz Olivato, que lembra que o espaço público é o 'lugar do cidadão'. &lt;br /&gt;A tendência é agravada por fatores históricos que imprimiram um sentido negativo à cidadania brasileira. "Não há orgulho em dizer 'sou cidadão' no Brasil. Sentimos ter deveres mas não direitos", diz, acrescentando que em um país onde as pessoas não se sentem cidadãs, a individualidade acaba prevalecendo. "Isso afeta a nossa conduta no trânsito, tornando-a hostil e agressiva", afirma a socióloga. &lt;br /&gt;O estudo também relaciona tal comportamento à má formação dos condutores e destaca o Novo Código de Trânsito, em vigor desde 1998, como um importante instrumento de possível mudança na conduta dos motoristas. Com ele, algumas auto-escolas substituíram a formação tradicionalmente técnica dos condutores por cursos que incluem noções de civilidade e direção defensiva -- em que o condutor deve prever os eventos no trânsito --, além de palestras e noções de primeiros socorros essenciais à boa convivência nesse espaço público. Mas os resultados ainda são muito incipientes. &lt;br /&gt;Enquanto os motoristas e pedestres não desenvolvem uma educação cívica no trânsito, baseada no sentimento de co-responsabilidade pelo bem coletivo, a punição prevista nas leis ainda contribui para coibir as infrações e defender uns dos outros no caos urbano. &lt;br /&gt;Ciência Hoje 192, abril 2003&lt;br /&gt;Maria Ganem,&lt;br /&gt;Ciência Hoje/RJ&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/821161470021294091-2206124924285253357?l=duartepolivalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://duartepolivalente.blogspot.com/feeds/2206124924285253357/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://duartepolivalente.blogspot.com/2009/04/individualismo-e-caos-no-transito.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/821161470021294091/posts/default/2206124924285253357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/821161470021294091/posts/default/2206124924285253357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://duartepolivalente.blogspot.com/2009/04/individualismo-e-caos-no-transito.html' title=''/><author><name>Física no Mundo Real</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10186676120209084115</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-821161470021294091.post-2533055294898755735</id><published>2009-04-01T12:12:00.000-07:00</published><updated>2009-04-01T12:22:12.660-07:00</updated><title type='text'>Introdução à Cinemática</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Cinemática&lt;/strong&gt; é a parte da física que &lt;em&gt;estuda o movimento sem se preocupar com os motivos&lt;/em&gt; (força) que originam esse movimento. As forças são estudadas na dinâmica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para chegarmos ao  &lt;a href="http://www.brasilescola.com/fisica/introducao-cinematica.htm#" onclick="hwClick14384494063401(1506986307);return false;" style="border-bottom: 1px dotted; color: rgb(0, 102, 0); text-decoration: underline;" onmouseover="hw14384494063401(event, this, '1506986307'); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='solid';" onmouseout="hideMaybe(event, this); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='dotted 1px'; " oncontextmenu="return false;"&gt;estudo&lt;/a&gt; da dinâmica teremos que organizar  &lt;a href="http://www.brasilescola.com/fisica/introducao-cinematica.htm#" onclick="hwClick1714712782401(1506986307);return false;" style="border-bottom: 1px dotted; color: rgb(0, 102, 0); text-decoration: underline;" onmouseover="hw1714712782401(event, this, '1506986307'); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='solid';" onmouseout="hideMaybe(event, this); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='dotted 1px'; " oncontextmenu="return false;"&gt;informações&lt;/a&gt; sobre a posição, o deslocamento, o espaço percorrido, a velocidade, a rapidez e a aceleração dos corpos que estudaremos aqui na &lt;span style="color:#993300;"&gt;Cinemática&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Conceitos Básicos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;1. Espaço&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considere um corpo em movimento em uma trajetória (percurso) conhecida . Sua posição nessa trajetória irá depender de um ponto de referência que podemos simbolizar por &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;o&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. O deslocamento desse corpo a partir de &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;o&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; é a posição dele na trajetória, e esse percurso feito pelo corpo é denominado &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;espaço&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, simbolizado pela grandeza &lt;span style="font-size:130%;"&gt;s&lt;/span&gt;. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="color:#666699;"&gt;Exemplo:&lt;br /&gt;Quando estamos viajando e passamos por uma placa Km 25, por exemplo, entendemos que estamos a 25 km do Km 0 que pode ser considerado a origem da trajetória. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;No ponto&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;o&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, denominada origem do espaço, &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;o espaço&lt;/span&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;s&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;é igual a zero&lt;/span&gt;, pois não ocorreu deslocamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em qualquer outro ponto dessa trajetória o espaço poderá assumir valor negativo ou positivo, dependendo da sua orientação que indica o sentido para o qual o espaço cresce. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;img alt="" src="http://www.brasilescola.com/upload/e/imagem%284%29.jpg" height="223" width="349" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;O Sistema Internacional de Unidades (SI) estabelece como unidade de medida do espaço o metro (m).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;2. Deslocamento Escalar&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como no item anterior, deslocamento é o espaço percorrido em uma determinada trajetória.&lt;br /&gt;Veja:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img alt="" src="http://www.brasilescola.com/upload/e/imagem25.JPG" height="161" width="333" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um corpo em uma mesma trajetória em espaços diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluímos que a variação dos espaços e tempo percorridos por esse corpo é calculado da seguinte forma:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;∆S = S&lt;sub&gt;2&lt;/sub&gt; - S&lt;sub&gt;1&lt;/sub&gt;             ∆t = t&lt;sub&gt;2&lt;/sub&gt; - t&lt;sub&gt;1&lt;/sub&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Então, se o corpo desloca:&lt;br /&gt;• no sentido da trajetória: &lt;span style="background-color: rgb(204, 153, 255);"&gt;S&lt;sub&gt;2&lt;/sub&gt; &gt; S&lt;sub&gt;1&lt;/sub&gt; → ∆S &gt; 0&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• no sentido oposto ao da trajetória: &lt;span style="background-color: rgb(204, 153, 255);"&gt;S&lt;sub&gt;2&lt;/sub&gt; &lt;&gt;1&lt;/sub&gt; → ∆S &lt;&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, se no instante t&lt;sub&gt;1&lt;/sub&gt; e t&lt;sub&gt;2&lt;/sub&gt;, o corpo estiver na mesma posição teremos:&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/821161470021294091-2533055294898755735?l=duartepolivalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://duartepolivalente.blogspot.com/feeds/2533055294898755735/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://duartepolivalente.blogspot.com/2009/04/introducao-cinematica.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/821161470021294091/posts/default/2533055294898755735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/821161470021294091/posts/default/2533055294898755735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://duartepolivalente.blogspot.com/2009/04/introducao-cinematica.html' title='Introdução à Cinemática'/><author><name>Física no Mundo Real</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10186676120209084115</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry></feed>
